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Archive for maio \28\UTC 2009

Uma observação que não vi ser feita. Normalmente o Messi joga na ponta direita, conduzindo a bola, para dentro, cortando sempre. Até aíi o óbvio: ontem ele jogou deslocado mais no centro, mais livre, não de centro-avante, mas como um médio avançado, livre mesmo. Só que não vi ninguém dizer isso: sempre que o Messi corta, o Dani Alves vira o ponta direita, avançando e abrindo como mais um na linha da frente. E ele não estava ontem, pelo acumulo dos cartões, logo uma das principais jogadas ficaria manca, que é a alternativa para o Messi quando bem marcado, e não só, já que o Daniel no Barcelona é um dos melhores do mundo. Assim, Guardiola não só mexeu taticamente, confundiu o time do Manchester, que certamente pensava que o Evra seria o cara para parar o argentino, ele reorganizou e preparou o time para atuar sem o seu ponta ocasional. E olha que o Puyol, quando deu, virou isso também.

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Zachary Quinto (Spock) e Chris Pine (Kirk) - Ilustração por Leonardo Habermann

Zachary Quinto (Spock) e Chris Pine (Kirk) - Ilustração por Leonardo Habermann

Coloco esse 1 ali em cima crendo que mais alguém trate do assunto, visto que todos gostam, talvez até mais. Mas trato aqui em pequenas idéias.

Que o J.J. Abrams significa um caminho interessante, ele desenvolve outro estilo de abordagem; ele não é apenas vindo da TV, ele trás outra experiência. Ele e os companheiros de produtora, projetam. Por tanto, mais do que um filme muito bem realizado, funcional como audiovisual e como um produto perfeito – já que abre o mercado que o universo deles não possuia – eles criam um filme como uma cadeia de coisas. Assim ele é pensado do principio como um conceito, de que forma recriar, não há aquela relação contratual tão fria. O envolvimento criativo é maior, novos rumos. Como uma série sua, o Star Trek é uma idéia que deu certo. Como cinema, e como esse novo conceito. J. J. diz que era um desafio, porque não conhecia e nem tinha nada com Star Trek, e mesmo assim parece ter feito o que de melhor se viu, com a excessão da Ira de Kahn, no cinema dos trekkies.

E também um elogio a ação do filme, que ao estruturar todo o drama em torno de uma ação constante, fez dele um grande bloco de acertos, já que é nesses momentos que ele é melhor. M:I 3 tentou, mas fracassou. Talvez faltasse burilar.

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A classe.

A classe.

A política externa é um evento que nós, diante da obra, carregamos para compreender outra. A interna: a luta de classes, onde não é questão pensarmos os imigrantes, a ausência de patriotismo francês, o multiculturalismo. Laurent Cantet mostra uma luta, degladiamento silencioso, ou velado. É um filme de tensão, às vezes até de horror. A câmera é jamais documental por muitas vezes estar na mão, ela está em busca, sem excesso de movimento, pelo próximo, por alguém disposto a dar algo a essa briga, a adicionar em cena mais um elemento de tensão.

A consciência dramatúrgica do Cantet está muito acima da média.

Não tem chão, não a apoio, não a lado a ser tomado. Há, sim, muitos em cena, criando e recriando isso, atitudes que assistimos sem ter como se apoiar, um filme que coloca o espectador de volta ao canto da reflexão. Não para chegar a novas conclusões sobre o mundo, mas sob a lógica de observar, as emoções, entender ou não as atitudes. Por vezes parece irracional, como o fato de alguns garotos insultados incessantemente por outro defenderem ele com uma verdade, mas é aí que se desenha o conceito de luta de classes. Lá não importa o país de onde se descende, na hora da guerra somos minorias e autoridades. O professor é um personagem bem melhor do que se aponta no começo. Ele não é óbvio como parece, não é a ligação do público alternativo, não é só um critico do Cahiers du Cinema dando aula no sistema público. Ele não é mais ou menos analisável, confuso, errado, torto, enfim, ele é um OBJETO. Como todos em cena. Ele está em guerra com sua condição de mestre, como eles mesmo se intitulam. Um educador infantil pode agir de que forma, um erro dele ou um acerto tem qual peso. Eu traçaria um parelelo entre ele, o François, e o McManus, diretor de Emerald City, a divisão do presídio de OZ. Mediadores em crise, mediando em meio a ela, ausentes de razão, às vezes brilhantes, mas para os quais algum tipo de admiração é necessária. Se ele comete algum erro é porque está assumindo o direito de. Assim, o filme lhe dá o mesmo tratamento.

O filme se passa durante vários momentos do ano, inclusive a Copa das Nações Africanas. Os jovens todos defendem suas bandeiras, já que na maioria descendem do continente africano. O professor dá chance de pronunciarem-se sobre assuntos. A pauta é quase única, zoam o Mali por não estar lá, por ter apanhado do Marrocos. O garoto novo, transferido por indisciplina, fala que não entende aquilo, que a seleção francesa representa eles, são os africanos radicados que se encontrão lá. Thuram, Abidal, Vieira. Pra mim é um momento foda, porque o que ele diz é um raro instante em que o filme faz algum comentário real sobre a politica da França, e é o comentário mais anti extrema direita possível. O menino, que tem Thierry Henry como ídolo (e há idolo melhor? *), que odeia o Materazzi, faz o comentário mais construtivo, ser francês é ser imigrante também, e lutar e ter orgulho disso é também uma forma de progredir na direção de uma França menos odiável politicamente do que parece a deles hoje. A seleção francesa tem cada vez mais franceses, com os filhos da geração dos imigrantes se tornando protagonistas. O Makelele é do Senegal, mas o Alou Diarra é francês, nasceu na França. Como eles.

* Zidane igual divindade, assuntos religiosos são outra questão

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Derrick Rose rouba a bola de Rajon Rondo, principal jogador da série, 4-3 para o Boston

Derrick Rose rouba a bola de Rajon Rondo, principal jogador da série, 4-3 para o Boston

É difícil ter certeza do que irei dizer, já que é inegável que os times não estavam em seu máximo, que técnicamente não se deu uma série brilhante, que Kevin Garnett faz muita falta, e Luol Deng também. Essa foi a melhor série a que já assisti do ponto de vista de emoção. Mais que os títulos do Bulls, mais que viradas sensacionais como a do Suns contra o Lakers alguns anos atrás, mais que Dallas e Spurs na prorrogação em 2005/2006.  Menos provavelmente apenas que o jogo decidido por Steve Kerr, aquele no fim contra o Jazz. Não foram só partidas disputadas, foram sangrentas, cheias de prorrogações, o sexto jogo que poderia ser definitivo foi vencido pelo Bulls na terceira prorrogação, depois de parecer que já era no tempo normal. Derrick Rose oscilou, mas deu um toco que praticamente definiu em Paul Pierce. Ben Gordon jogou metade das séries lesionado, algo pouco comentado diante do tamanho disso: estirada na coxa, ele que tanto usa as pernas pra encontrar espaço, continuou a ser o finalizador do time mesmo tendo que buscar uma força interior. E o que dizer de Rajon Rondo, o armador de terceira temporada, que chegou ao Celtics pra ser rotação, era reserva de Sebastian Telfair – algo surreal. Fez média de triple-double, merece crédito como grande defensor. Virou um jogador de grande nível, e nem sabemos se isso é ou não é algo que aconteceria se o time não tivesse feito as trocas visando o título do ano passado.

Joakin Noah, o rei dos rebotes, mais um jogador que orgulha quem vê jogar. Sem muito jeito, é um ótimo jogador. Tem potencial pra ser tão importante nos rebotes, nas lutas, nos pontos, quanto um dia foi Dennis Rodman. E Glen Big Baby Davis, outro que um dia as pessoas duvidaram muito. Emagreceu, ficou forte, rápido. O Big Baby foi de chorão, ao substituto da Kevin Garnett (procurar no YouTube pra quem quiser ver, Garnett fazendo ele chorar). Não é só um cara rápido, tem range pra chutar de longe, inteligência de quadra acima do comum. É muito melhor que o Leon Powe, outro desfalque, tão lamentado por torcedores do Celtics. Eu tenho convicção do que estou dizendo. Os destaque foram infinitos, Ray Allen em dias incríveis, e em dias nebulosos, Paul Pierce sempre lá pra decidir, John Salmons, mais seguro do que nunca, lance livre é cesta, um jogador que não comete erros.

A derrota no fim não foi um problema, diante do que se assistiu. Não é todo dia que se vê uma disputa tão forte, contra os campeões, jogando como um real contender, como dizem por lá. A próxima temporada está logo ali, é esperar pelo renovação de Ben Gordon, e algumas peças novas que devem aparecer.

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O erro de Wenger

Arsène Wenger é considerado um dos melhores técnicos do mundo. Tirou o Arsenal de uma enorme fila e para muitos mudou a cara do futebol inglês. Desde a temporada passada aposta em um time jovem (a média de idade deste ano é 23,53) e extremamente ofensivo. Porém nas últimas desclassificações nos mata-matas ele optou por um esquema mais defensivo.

Por que não apostar no que vem dando certo? Não consigo entender. Talvez o medo da equipe ser jovem e inexperiente demais ou de ser considerado imprudente. Dois anos seguidos assisti as partidas sabendo que o resultado final seria o mesmo, a derrota do Arsenal. Creio que a confiança que Wenger diz ter nesses jovens jogadores deveria ser demostrada ao manter o esquema tático, em vez de uma ou duas vezes por ano (nos jogos importantes) mudar para este defensivo sem brilho.

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