Feeds:
Posts
Comentários

Archive for junho \16\UTC 2009

Time do Krona/Joinville/DalPonte

Time do Krona/Joinville/DalPonte

Vídeo no GloboEsporte.com com os gols da partida

Por mais que poucas pessoas acompanham as ligas nacionais e estaduais – inclusive eu não acompanho com frequência-, não posso me furtar em comentar a partida de ontem entre Carlos Barbosa (ACBF) e Joinville (Krona/Joinville/DalPonte). Faço isso em uma simples comparação com o tédio que tem sido a maioria dos jogos do Brasileirão 2009, ainda mais em período de férias da temporada européia, campeonatos os quais têm sido a salvação para os fãs do futebol realmente bem praticado na atualidade.

A partida estava movimentada, com Joinville melhor, com boa posse de bola, mas Carlos Barbosa ganhava por 2 a 1, faltando pouco tempo de jogo. Como no futsal o relógio de tempo pára a cada saída de bola, não é possível fazer aquela catimba esperando que os acréscimos sejam poucos. O tempo é de bola rolando mesmo.

Em um contra-ataque mortal, o goleiro Quinzinho e o craque intempestivo Guina foram expulsos. Seriam dois jogadores na linha para o Joinville, contra quatro do Carlos Barbosa.

A tensão era imensa. Bola rolada para os lados, e Carlos Barbosa não engajava um ataque. Os dois jogadores de linha mais o goleiro Baranha se posicionavam de maneira frenética na frente da bola, fazendo uma espécie de barricada humana. Carlos Barbosa cada vez mais nervoso, por não aproveitar a vantagem em quadra. Quando Joinville pegava a bola, conseguia segurá-la bem, gastando o tempo (após dois minutos, os substitutos poderiam suprir os expulsos) e cavando faltas. E Carlos Barbosa caiu nessa, resultando na sexta falta coletiva. E falta coletiva é tiro direto.

Joinville conseguiu empatar o jogo com apenas dois jogadores de linha em quadra. Cada segundo do jogo era tenso. Os dois minutos passaram, e os substitutos entraram. O jogo, quase no fim, acabou empatado. Já com a classificação garantida para a próxima fase, os dois times poderiam apenas cumprir tabela, mas não foi isso que aconteceu.

Uma partida deveras emocionante, mais divertida de se assistir que qualquer jogo do São Paulo Futebol Clube no Brasileirão 2009, time o qual é o único que consigo acompanhar regularmente, infelizmente. Às vezes, a maneira é apelar para outras modalidades.

O goleiro Baranha, que cedeu o segundo gol para o Carlos Barbosa em uma falha, acabou se sagrando um dos heróis em quadra: “É a primeira vez que passo por isso. Tinha momentos que pedia aos dois companheiros para cuidar de um canto do gol, que eu me virava do outro lado. Foi insólito. Em relação ao jogo, o empate foi bom, mas sabemos que não jogamos bem.

Liga Futsal 2009: ACBF e Krona ficam no empate em dois gols

Classificação da Liga Futsal 2009

Anúncios

Read Full Post »

Breves comentários:

Eu gostei bastante de assistir África do Sul e Iraque. Os dois times são limitadíssimos e pouco conseguiram criar no jogo; pouco, na verdade, é bondade minha. Mas os dois times me pareceram muito bem treinados; de forma conservadora, mas bem treinados. Todos os jogadores sabiam que parte do campo deviam ocupar e o que fazer, sem muitas invenções, mas com uma disciplina necessária para times limitados. Isso me chamou a atenção principalmente na África do Sul que, ao contrário do que vemos nas seleções da África não mulçumana, cumpria direitinho os fundamento básicos. Claro que, ao contrário de países como Camarões, Gana ou Senegal, também falta habilidade. Mas me parece que o Parreira e o Joel se empenharam em melhorar passe, cruzamento, chute a gol, posicionamento de marcação… e, pelo menos por esse jogo, deu certo. No Iraque a disciplina tática é total, o que faz ser o trabalho do técnico a coisa que mais salta aos olhos. Bora Milutinovic, mais uma vez, tá mandando bem. Bom, claro que a fragilidade de ambas ajudou nessa boa impressão. É esperar pra ver.

A Nova Zelândia nem parecia um time profissional em campo. Tudo bem que era contra a Espanha e que seus jogadores são muito fracos, mas sei lá, achei todo mundo perdido demais, dando espaço demais. A Espanha nem precisou jogar em cima da limitação individual dos jogadores adversários, os espaços estavam ali, numa boa.
Bom, A Espanha joga muito. O time é um pouco diferente daquele campeão da Eurocopa com o Aragonés, mas mantém a velocidade no meio campo e uma criatividade que parece infinita.

O Brasil do segundo tempo contra o Egito foi uma piada. Inclusive rolou nesse jogo algo raro na era Dunga. A seleção brasileira foi dominada por um outro time que a ataca. Porque o que vemos, normalmente, é o Brasil ganhar de quem ataca (Argentina, Itália, Portugal) e ter muita dificuldade com times retrancados. O problemas é que as duas vezes, são as que eu lembro agora, que o Brasil foi dominado por times ofensivos são muito preocupantes: Equador e, agora, Egito. São dois time bem medíocres. Fico imaginando o Brasil pegando uma seleção bem treinada, com bons jogadores e que venha pra cima. Claro, não é matemática, o Brasil pode vencer; mas vejo como uma possibilidade real a seleção ser completamente dominada pela Espanha.
Eu gostei muito do Egito, pelo menos o do segundo tempo. Toque de bola rápido, com poucos erros de passe e o time todo sabendo jogar com pouco espaço. Ah, e finalizando muito bem.

Essa Itália me dá medo. Time do Lippi. Não encanta, mas sempre consegue o resultado. Muito consistente, forte na defesa e sabendo aproveitar as chances de gol. A Itália tem uma grande quantidade de jogadores que chutam bem de longe, e isso ajuda muita no estilo de jogo deles.
Eu esperava mais dos Estados Unidos. O time não é ruim, mas me pareceu menos criativo do que os dos últimos anos. Sei lá, tudo meio medíocre, nem tenho muito o que falar. Vamos ver mais pra frente.

Os destaques individuais:
Sibaya (África do Sul)
Booth (África do Sul)
Kassid (Iraque)
Fernando Torres (Espanha)
Riera (Espanha)
David Villa (Espanha)
Kaká (Brasil)
Zidan (Egito)
Al Muhamadi (Egito)
Giuseppe Rossi (Itália)
Cannavaro (Itália)

Read Full Post »

Cercado pelo fantástico.

Cercado pelo fantástico.

A gente discute abaixo no Wolverine a questão do filme que adere a noção fantástica que o cinema proporciona, quando hoje o normal é fazerem o fantástico se encontrar no mundo real. Um bom exemplo, até por ser um bom filme, é o Hancock. É um filme muito bem realizado, mas estéticamente o Peter Berg é um cara que sempre busca uma idéia de cinema que lida com os cliches da hiperrealidade. Cores fortes, câmera na mão. No fundo, é puro cinema.

O McG é um cineasta que temos em conta por ser o cara que faz o absurdo dramaturgicamente torto, mas cujo o melhor vem de ser isso: o imaginário levado no extremo do pop. Seu filme mais contido visualmente é o melhor resolvido nas bases dramáticas (We Are Marshall), mas deve ser aquele que menos causou impressão forte no coletivo. Eu acho um filme melhor que As Panteras: Detonando, mas me interesso bem mais pelo mais torto.

A questão está aí: O Exterminador IV tem mais dessa onda. Mas é um filme que trás uma idéia nova. Porque ele lida com várias questões hiperrealistas, mesmo no modo de fotografar, na maioria das cenas de ação, na relação da câmera com o espaço. Ele me parece um filme com pé aí. Porém, como um trabalho dele, continua sendo over, cinematográfico ao extremo. Tem planos que reorganizam completamente a percepção de que aquilo busca algum pé na realidade, a parte do Sam Worthington depois que se separa do Anton Yelchin e se junta com a menina lá é surreal. Tem inclusive a seqüência que mandaram cortar, e o McG cortou e pronto, ela se molha, vai trocar de roupa, e pã, está seca e sendo atacada. É certo que o McG é um cineasta muito diferente do James Cameron, enquanto o Jonathan Mostow não era. O Mostow é mais artesão, mas é um cara muito talentoso. E o Cameron é provavelmente o grande cineasta materialista do cinema hoje, o cara que rearranjaria qualquer material à sua perspectiva visual, ao seu toque pessoal. O McG é um cara pós-tudo, mas um dos bons. Sua esquizo..pop.art, como definiu o Ruy na Contracampo na ocasião das Panteras, já pode ter sido mais forte na quesito pop.art, mas está esquizo fortemente.

Read Full Post »

Deixo bem claro que a minha motivação para escrever isso aqui foi o post, logo abaixo, do Renan. Eu poderia muito bem ter feito um comentário no post dele, mas resolvi que não.
Tenho uma relação de discordância que eu acho engraçada com o Renan. Porquê, na verdade, vejo praticamente todos os “problemas” que ele citou existirem no filme; mas, vários deles, me fazem gostar do filme. Concordo que todo o desenvolvimento é meio de qualquer jeito: o grupo formado por Stryker, a transformação de Logan em lenhador, a matança que começa a ocorrer; a pequeneza problemática dos personagens de Ciclope e Gambit… E por aí vai.
Porém, uma coisa que o próprio Renan cita, me faz achar tudo isso bastante divertido: a tal encenação anos 80 de baixo orçamento. Isso porque o filme tá pouco se importando com o desenvolvimento da história ou com a construção densa de um personagem. Esses elementos surgem, são externados, mas numa superficialidade latente. Tudo é superficial. Acho, inclusive, que muito mais que uma encenação anos 80, há uma lógica de construção fílmica anos 80. Algo que passa (não exatamente, mas dá uma tangenciada) pelo que o Allan tematizou no seu post O Fim do Louco. E assim, o filme me passa uma entrega, uma vontade grande de ser aquilo. Ou seja, acho tudo, menos um filme sem vida. Na verdade, acho que ter “vida” seja, talvez, o grande mérito desse filme com infinitos problemas, mas, pra mim, bastante encantador.

Read Full Post »

Hugh Jackman e Liev Schreiber

Hugh Jackman e Liev Schreiber

Mais uma adaptação de quadrinhos, mais uma necessidade de blockbuster. Nesse spin-off dos X-Men, trouxeram Wolverine para perto do espectador, o humanizaram, e isso não foi uma boa escolha. O personagem não demanda isso, sempre manteve um distanciamento nos quadrinhos, essa aproximação no filme foi uma opção fácil. Expuseram de cara sua infância – desenvolvida recentemente em uma minissérie de Paul Jenkis (Origem) -, e já colocaram lado a lado os personagens que delineiam o filme: Wolverine e Dentes de Sabre, interpretado pelo excelente Liev Schreiber. O animalesco está lá, mas Wolverine sempre é a ponta fraca. Os dois vão para a guerra e Logan, em oposição a seu irmão descontrolado, representa o humanitário.

Forma-se um grupo a mando de um reacionário Stryker um tanto quanto descaracterizado, e esse grupo age por motivos escusos, não se sabe os quais. Dentes de sabre joga na tela que perderá o controle, e Wolverine continua como o herói identificável. Logan se afasta, e  começa a trabalhar como lenhador, morando com sua namorada. É um homem feliz, sorridente, amável e sem o menor nexo. Inicia-se uma matança, e lógico, sua namorada acaba sendo morta. E lógico que Dentes de Sabre foi quem o fez.

Nessa aposta pela inocência do mundo dos quadrinhos, de que o simplório e banal agradam seus fãs e seu público, nasce um filme sem vida. Surge para ser esquecido após duas semanas. Tanto pelas opções de agregar heróis demais onde não se acha espaço, de se encher de referências desnecessárias, e de trazer o anti-herói inicialmente como herói, para depois o publico abraçar a sua causa, o que fica é um simulacro de ação. Wolverine reaparece como animalesco, temos ali a inserção do adamantium e a famigerada Arma X, mas tudo soa como uma tentativa de dar um ar malvado para o personagem, e não a construção dele em si.

E as pequenezas continuam. Aparições do Ciclope, um deslocado Gambit, uma família que morre nos braços de Logan incitando ainda mais o lado selvagem naquele boa-praça que vivia para cortar lenha.

A construção cinematográfica parte do mesmo principio de entregar o básico, porque o simples não falha. Encenações grosseiras, planos canastrões como Logan andando em câmera lenta e um helicóptero ao fundo em chamas, uma sensação de que um artista da Image Comics desenhou o storyboard. Um ar barato de imagem, de decupagem, como se remetesse a uma concepção primitiva como os quadrinhos, uma arte menor. Apelar para o tosco funciona com alguém que tenha mão como Robert Rodriguez, mas aqui a sensação é de mal feito e ponto.

O desfecho é patético com um estranho Deadpool, e com parcerias mais do que marcadas. Até seria aceitável, se Wolverine não tivesse no mesmo filme vivido momentos de Homem-Aranha (herói amigão), de Surfista Prateado (chorão cósmico) e Cable (personagem ruim, ponto final). Personagem ruim, em uma mise-en-scène anos 80 de baixo orçamento. Assistível, mas convenhamos que é uma pretensão baixa demais.

Read Full Post »

Howard Hawks

Howard Hawks.

A Liga dos Blogues está elegendo os vinte melhores filmes dos anos 30. Já se foi feito listas de todas as décadas recentes, e sempre que pude enviei uma. Essa foi mandada no limite do tempo. São dez filmes, escolhidos com pressa, mas que me soam reais.

Paraíso Infernal, Howard HAWKS (1939)
O Atalante, Jean VIGO (1934)
A Noiva de Frankenstein, James WHALE (1935)
Levada da Breca, Howard HAWKS (1938)
Sócios no Amor, Ernst LUBITSCH (1933)
O Gato Preto, Edgar G. ULMER (1934)
M, o Vampiro de Dusseldorf, Fritz LANG (1931)
A Grande Jornada, Raoul WALSH (1930)
Scarface, Howard HAWKS (1932)
No Tempo das Diligências, John FORD (1939)

Como qualquer uma, ela é leviana, auto-centrada… Mas listas são divertidas, nem que seja pra quem as faz.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: