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Archive for junho \27\UTC 2010

Seleção 5

Handanovic (Eslovenia)

Lahm (Alemanha)
Von Bergen (Suiça)
John Terry (Inglaterra)
Salcido (México)

Bradley (Estados Unidos)
Schweinsteiger (Alemanha)
Iniesta (Espanha)

Forlan (Uruguai)

Messi (Argentina)
Villa (Espanha)

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Arbitragem e tecnologia

Com esse erro bisonho da arbitragem no que seria o segundo gol da Inglaterra no jogo contra a Alemanha, volta com tudo a discussão sobre o uso da tecnologia eletrônica nas decisões do árbitro.
Bom, não vou entrar no mérito de ser a favor ou contra, por que sinceramente não consigo chegar numa conclusão e ter certeza da minha posição. Só acho absurdo quando essa decisão é tratada como se fosse algo simples, óbvio e que só depende da FIFA aceitar o que é inevitável. Pra mim, a questão é mais complexa. Por que uma coisa é usar tecnologia (replay, chip etc) em jogos de Copa, onde há dinheiro e tecnologia de ponta a disposição. E em campeonatos regionais? Divisões de acesso?
Repito, não tenho uma posição tomada e não acho que ter uso distintos de tecnologia em ligas diferentes seja necessariamente um problema. Mas acho que vale um pouco de reflexão o fato de que hoje qualquer decisão de arbitragem depende somente de árbitro e assistentes em campo e que todo jogo profissional de futebol possui isso. Adotada a tecnologia passaremos a ter arbitragens distintas entre ligas e campeonatos diferentes, inclusive dentro do mesmo país. Ou alguém acha que a série A e a D do brasileiro teriam as mesmas condições de câmeras, replays e chips? E quando falo em condição não falo na qualidade dos equipamentos, mas simplesmente em tê-los funcionando e na mesma quantidade.
Eu acho que é uma mudança bem séria, onde estará assumido que ligas e campeonatos menores são consideradas menos importantes e podem continuar tendo os erros que estarão sendo evitados em ligas com mais dinheiro.

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O jogo contra Portugal evidenciou um problema bastante óbvio da seleção brasileira: a convocação. No time titular são três jogadores com características de “criadores” (estou considerando criadores aqueles jogadores que, meias ou atacantes, joguem ditando ritmo do jogo, movimentando a bola e/ou dando passes em profundidade e assistências que alimentem o ataque, seja jogando pelo meio ou pelas pontas). Kaká, Robinho e Elano são esses jogadores. Neste último jogo não estavam nenhum deles e o desempenho ridículo do meio brasileiro mostrou que não há substitutos. E não estou falando de substitutos a altura, mas sim de um substituto qualquer que saiba jogar na posição.
Nilmar, pra mim, é atacante de área; é um cara que sabe jogar como segundo atacante, mas não joga como o Robinho, olhando mais o jogo e buscando lançamentos, bolas em profundidade e assistências – o gol do Elano contra a Coréia do Norte, belo passe e jogada comum de vermos o Robinho tentar é algo raríssimo na carreira do Nilmar.
Daniel Alves é um gênio, mas como lateral direito. No Barcelona é um dos líderes de assistência, mas sempre muito pela ponta direita e constantemente com mais um ou dois jogadores se aproximando, fazendo tabela, movimenta o jogo e deixando caminhho livre pra ele chegar na linha de fundo e cruzar com precisão.
Júlio Baptista surgiu no São Paulo como volante. Um dia, em meio a uma derrota, Nelsinho o colocou como centro-avante e isso mudou o jogo. As tentativas seguintes dele nessa posição não funcionaram muito aqui no Brasil. Júlio foi pra Espanha e no Sevilla fez uma excelente temporada como atacante. Depois, tanto no Real Madrid como no Arsenal, nas poucas vezes que se destacou foi nessa posição. É um cara de muita força física e boa finalização, mas não é um armador, um condutor e nem um grande passador de bola.
Olhando para o resto do elenco, nada pra criação. Gilberto Silva, Felipe Melo e Josué são volantes volantes. Kleberson já teve seu momento como segundo volante com alguma capacidade criativa, mas isso ficou lá por 2003. Gilberto já teve belos momentos como meia (principalmente no São Caetano), mas está decadente e nem foi convocado pra essa posição. E Ramires é muito bom jogador, se movimenta bastante, mas não é um cara de criação.

Pensando no elenco das outras equipes favoritas que ainda estão na Copa:
A Alemanha tem como titulares Schweinsteiger, um meia que está jogando como segundo volante, Ozil e Podolski e Muller, atacantes que sabem sair da área, usar as pontas para fazer assistências e também sabem cortar para o meio (jogam como Robinho joga no Brasil). No banco Trochowski e Marin são opções, o primeiro para o meio e o segundo para as pontas.
A Argentina tem como titulares Verón, Di Maria e Messi (considerando Tévez segundo atacante, como Nilmar). No banco, Maxi Rodríguez e Aguero.
A Espanha tem no time titular Iniesta, Xavi e Navas (sem considerar Xabi Alonso, um volante de excelente passe e Villa, um atacante que sabe armar). No banco, Fabregas, Mata e David Silva (além do Pedro, atacante que sabe usar muito bem as pontas).
Holanda tem jogado com Snejder, van der Vaart e Kuyt, atacante que costumeiramente joga aberto e mais preocupado em criar jogadas (além de van Persie, que na seleção joga bem a frente, mas é um cara com capacidade de jogar mais atrás). No banco, Elia, Afellay e Robben, que, claro, será titular quando estiver em condições.
A Inglaterra joga com Gerrard, Lampard e Milner. Além de Rooney, um atacante que sabe criar (United ganhou a UCL com ele aberto e Cristiano Ronaldo de centro-avante) e Barry, um volante com bastante qualidade no passe. No banco, Lennon, Joe Cole, Wright-Phillips e o volante Carrick, que sabe sair pro jogo.

Claro que não estou entrando no mérito da qualidade de cada jogador, mas sim somente nas características de jogo. Mas, pra mim, é evidente o erro que foi a convocação da seleção brasileira e a falta de substitutos pros jogadores de criação. Não há reservas para Kaká e Robinho. Repito, não estou falando de não haver substituto a altura, mas de simplesmente não haver jogadores que joguem nas posições que nossos dois principais criadores jogam no time.

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Este texto fala sobre a rodada como um todo, mas me deterei mais na Inglaterra. São os ingleses que mais decepcionaram, ao menos a mim. Muito mais que a Italia, que eu previa passando em segundo no meu bolão, e que só foi ainda pior. Mas sabiamos que era ruim. A França é boa, mas tem os problemas internos, previstos. A Inglaterra passou, mas penou para mostrar bom jogo. É verdade, enfim foi bem. Rooney carrega o time, é o principal armador. E isso é o problema – Gerrard deve, ele precisa aparecer mais a frente. E Lampard não apareceu, nunca, sendo o pior do time.

Com Rooney tendo que fazer as jogadas, Defoe é essencial. Porque Heskey não faz gols, Defoe faz. E é grande jogador, tem capacidade pra fazer os gols e também participar do jogo. Heskey não. Milner foi bem, mas é mais caso de um jogador que se adapta ao bom momento. Lennon é muito mais jogador, mas pelas atuações fracas periga não voltar. Alias, justiça: ele foi bem contra os EUA. Mas naquele, o melhor foi Glen Johnson, que depois parou. Uma opção é Joe Cole ser titular, o que daria mais ataque. Milner fecha mais. Mas para isso, o ideal é Gerrard e Lampard jogarem melhor. O motivo principal do time ir bem, é além do toque de bola, a presença de um outro atacante que realmente é capaz, e de um Rooney especial.

Nessa rodada, acho que os americanos venceram, como os grandes caras. Foram roubados várias vezes e tiveram mais uma história para enriquecer, sua história tão rica justamente pelo motivo mais óbvio, o talento definidor: são storytellers brilhantes. Donovan e Bradley são seguramente dois dos melhores da Copa, e eles tem todo o direito de serem considerados os grandes personagens. Ao contrário do jogod os italianos, que teve emoção mas terminou com derrota. A Espanha foi bem, contra um Chile que iniciou dominando mas se perdeu nas bobagens. A expulsão foi num lance ridiculo, mas de um jogador que já merecia ter saído antes. Ou seja: era a terceira jogada pra cartão, isso se considerar esta uma. Eu acho que foi muito sem querer.Só que os chilenos não tem o que dizer, porque entregaram o jogo com violencia e erros individuais. Os espanhois mostraram porque são os grandes da Copa, fazendo tudo certo: Villa com outro golaço, Iniesta numa bela jogada, e ponto. Espanha de volta a liderança, como merece.

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Seleção 4

Um pouco atrasada, minha seleção da segunda rodada.

Benaglio (Suíça)

van der Wiel (Holanda)
Tulio (Japão)
Subotic (Sérvia)
Salcido (México)

Yebda (Argélia)
Krasic (Sérvia)
Forlán (Uruguai)

Messi (Argentina)
Villa (Espanha)
Luís Fabiano (Brasil)

e mais destaques: Vidic (Sérvia), Belhadj (Argélia), Suárez (Uruguai), Aguero (Argentina), Higuaín (Argentina) Rommedahl (Dinamarca), Donovan (EUA), Bradley (EUA), Matsui (Japão) Inler (Suíça).

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Seleção 3

Fiquei devendo falar mais sobre essa rodada. Digo que os ingleses foram a maior decepção, embora Costa do Marfim sentir o peso da camisa como foi me pareceu mais decadente. Assim, os africanos não sobem. Pensem: se Gana não passar, serão seis africanos com grandes chances de pagaram pela primeira vez em alguns anos o mico de nenhum avançar.

Paston (Nova Zelandia)

Fucile (Uruguai )
Von Bergen (Suiça)
Subotic (Sérvia)
Coentrão (Portugal)

Eboué (Costa do Marfim)
Fernandez (Chile)

Messi (Argentina)
Agüero (Argentina)
Luis Fabiano (Brasil)
Forlán (Uruguai)

Não tem como não ser tão ofensiva. Representa jogos onde só houve grandres destaques no meio pelos ofensivos – Forlan e Messia jogam mais vindo meio pro ataque. O goleiro da Nova Zelandia foi o grande destaque pra mim, fazendo defesas importantes, acrobáticas. É seguro. A defesa com jogadores eficientes, que se destacaram nas partidas – Fucile pela defesa, e Coentrão na frente. Subotic o melhor zagueiro da rodada, em que Sérvia ganhou com mais sorte do que merecimento. Von Bergen novamente um monstro, o mais bem posicionado. Eboué pela marcação brilhante sobre Robinho, que pouco aparece. A ligação com Messi, nesse momento o melhor disparado da Copa pra mim, apesar da falta de gols sua melhor forma está presente. E Forlan, que jogou bem vindo de trás, enconstando em Suarez, que merecia aparecer na lista. Assim como Villa. Aguero pelos minutos mais bonitos que um jogador poderia dar entrando, um passe belissimo. Luis Fabiano, mais uma vez, o desquilibrio.

Que diferença a Inglaterra de hoje, com Rooney jogando muito, Upson bem melhor que Carragher. Gerrard perdeu um gol que teve o passe mais bonito da Copa de Rooney.

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Segunda rodada 3

Gana vacilou muito de não ter vencido a Austrália e algumas opções do técnico são esquisitas, como Appiah no banco.
Holanda bem meia boca contra um Japão que jogou bem. Matsui, substituído no segundo tempo, foi bem novamente, se movimentando bastante e sendo fundamental no meio de campo do time. Tulio jogou muito, segurando o ataque holandês sozinho em vários momentos. Na Holanda, destaco o van der Wiel.
Camarões e Dinamarca foi um jogo movimentado, mas não consigo ver como um grande jogo. Tosco, com os erros e deficiência dos times prevalecendo, não acho que isso seja bom. É divertido pela patetada e só. Méritos pro Rommedahl que jogou bem e fez um gol bonito. Deméritos pro time de Camarões que é um fiasco.
A Eslováquia está sendo um pouco decepcionante pra mim. Não que eu tivesse grandes expectativas, mas esperava um futebol mais técnico, apostando no toque de bola que sempre foi ponto forte no futebol da Tchecoslováquia. O Paraguai vem sendo um time bem competente e acho que pode surpreender. Deixar o Cardozo no banco pra colocar o Barrios me parece questionável. Talvez pudessem jogar os três atacantes, esses dois e Valdez.
Itália é inacreditável. Muito mal, não dá nem ânimo de comentar. Na Nova Zelândia, destaque pro Wood, que entrou no fim do jogo e mandou bem. Só tem 18 anos. Abre o olho, Wenger.
Brasil ganhou bem. Costa do Marfim depois do primeiro gol brasileiro não conseguiu criar nada. Acho que Gervinho não ser titular é um erro enorme. No Brasil continua a dependência por momentos individuais de Robinho, Kaká e Luís Fabiano; nesse jogo os dois últimos resolveram. Não acho um problema um time que dependa ofensivamente do talento individual de seus jogadores, mas não vejo sentido desse time ter um dupla de volantes nula no ataque, sem toque de bola e sem capacidade de criação. Mas Felipe Melo foi muito bem na defesa e desarmou bem durante quase todo o jogo. A dupla de zaga vai muito bem no mano a mano, mas a defesa me pareceu mal posicionada em diversos momentos (os dois gols que o Brasil levou na copa ressaltam isso).
Portugal goleou o pior time da Copa que, sabe-se lá por que, achou que era uma boa ideia sair mais pro jogo. Não dá pra concluir muita coisa, já que o segundo tempo foi uma piada. No primeiro, Portugal jogou mal e Cristiano Ronaldo foi um fantasma.
O Chile deveria ter feito mais gols. Criou chances para isso. Esse grupo tem grande possibilidade de ser decidido no saldo de gols, então qualquer um pode fazer muita falta. Esse time do Chilé é muito bacana, habilidoso, jogando pra frente, apostando num futebol que valoriza o que o time tem de melhor. Mas é um time frágil, que pode facilmente ser goleado jogando contra uma seleção mais forte.
Espanha ganhou sem jogar muito bem. Villa chamou o jogo e foi fundamental na vitória. Fernando Torres perdeu gols que não pode, e não costuma, perder. Xavi funcionou pouco. Acho, assim como no Brasil, um erro esse time jogar com dois volantes. Claro que Xabi Alonso e Sergio possuem muito mais capacidade ofensiva e bom toque de bola que os volantes brasileiros, mas ficam muito presos. Xavi e Fabregas, que entrou bem no jogo, no meio seria muito melhor. Honduras é muito fraco, com Palacios sobrecarregado entre marcar e sair pro jogo, mas jogou bem; Mendoza, principalmente no segundo tempo, também foi bem.

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