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Archive for junho \17\UTC 2011

Hung

Antes de entrar nesse assunto, queria recomendar por aqui o post do Perrone sobre um Django genérico, mais ainda que o Viva Django! Isso tudo porque além de ter uma relação com o filme do Ferdinando Baldi, esse filme que ele comentou é, não oficialmente, a estreia do Enzo Castellari a frente de um filme. Há dúvidas sobre o que ele dirigiu, mas que ele esteve comandando, esteve. E é um dos caras mais fodas do cinema.

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Então. Hung é uma série, como alguns devem saber, que como muitas dessas séries da HBO vem com ótima produção e tudo mais. São sempre curiosas. Nem todas são boas, mas algumas são simplesmente o que de melhor se vê na TV e até no cinema (casos como de Sopranos, The Wire, Oz). Não é uma série desse nível de grandeza, mas ela é muito legal. E vence uma barreira francamente difícil pra mim. A do cinismo. Seus primeiros episódios são um pouco duros nesse sentido, ainda muito ligados a imagem do Alexander Payne, que é um dos produtores, mas acho que estamos num terreno bem diferente. Vejo os personagens em relação a série de uma maneira mais terna, mesmo que estejam sempre no limite do patético. O patético é legal, Ajuda um bom elenco, pra levar os fãs de filmes B a realmente se interessarem: o protagonista é nosso melhor astro recente, Thomas Jane, e seu melhor amigo é, o mito, Gregg Henry. Sim, o dublê de corpo em pessoa. Acompanhamos um ex astro dos esportes até a NCAA, cuja carreira não foi pra frente, e que vive mediocremente treinando o time da escola. Abandonado pela esposa, que o troca por um babaca, ele perde até mesmo a presença dos filhos, quando sua casa cai em chamas. Vivendo numa barraca, a única coisa que lhe resta é o seu pinto gigante. Pois é. Tinha tudo pra ser uma babaquice, ou não, e não é. Ainda que as vezes a coisa pareça pegar pesado demais com o universo dele, aqui as coisas tem vida. Tem sentido. Estilo. Sua relação com os personagens ao seu redor é complicada, mas pelo lado bom. Nada é simples, ainda que na primeira temporada, a personagem da esposa que se mandou com o babaca seja fraco, porque não chega a ter o tempo que precisa. O que não o torna babaca, é que a questão da sociedade americana em ruínas é bem menos importante, do que a questão dos personagens em si – eles são eles, são verdadeiramente importantes, sensíveis, postos a questão, a babaquice de comentário social nunca é o foco. Eles simplesmente estão nesse ambiente, mas esse ambiente não é o que a série se interessa de fato, mas sim é as pessoas ali. Acho impossível não curtir o Thomas Jane, um cara legal com dificuldade de ser legal, que os filhos questionam por não acreditar que ele possa ser um cara legal mesmo por ter sido um atletia babaca da escola, que a amiga pseudopoeta e agora cafetona acha que é misogino por pensar duas vezes antes de transar com uma senhora teoricamente não atraente, e que ainda assim, é puro afeto. A dick and a dream, diria.

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Vi um filme qu enão sei se é bom, acho que dificilmente é. Mas é interessante, no meio de tanto filme igual. É talentoso, bastante estiloso. É preguiçoso, ou pelo menos, pouco criativo, nos rumos que dá a trama do filme, que é uma invetigação dentro de uma escola de alunos ricos, mas acho que da pra dizer adivinhar muito cedo o que acontece em cena, é pouco importante num filme cujo a forma é mais importante. Mas não se empolguem, é um filme bem bobo. Talvez um bobo legal. Chama The Assassination of a High School President.

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