Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \15\UTC 2011

Sempre gostei muito do David Gordon Green, via nele uma espécie de qualidade rara, um cinema quase caipira. O cara sabia como lidar com referencias, misturava conceito sem ser um mero clonista. Lidava com engrenagens diversificadas. Aventura juvenil campestre, filme de relacionamento, seus filmes tinham um tempo único para os persongens. O lugar onde vivem, física e internamente, tinha um lugar muito importante aos filmes. Eram quase filmes poeira sem precisar de carros voando. Nada disso mudou, mas acho que esse filme me deixou com um pouco de receio por parecer que se o talento de criar universos, tempo de cena, beleza de imagens, tudo ainda está lá, eu temi um repeteco meio acomodado demais. Outra que falo, no começo seus filmes eram como um cantor de raíz, eram duros, agora eu diria que sào no máximo um alt country. Um bom, mas.

 

Mas vou falar sobre o Your Highness, que não merece ser chamado preguiçoso, muito menos de fraco. Achei que era mais um filme de maconheiro, e Pineapple não tem como ser sucedido nisso. Mas não tem muito disso, no sentido direto, ˜e um filme com imaginario cannabístico, outra pegada. Acho que ele parece que poderia ser melhor do que termina sendo porque tem alguns momentos animais. Se o Seth Rogen era roteirista no Pineapple, o Danny McBride faz o mesmo aqui, e realmente tem o poder e a cabeça do cara o filme. Talvez por ele ser um cara legal é que a coisa seja divertida, mas náo classicassa. O Pineapple era sobre o ato de fumar, o compartilhsmrnto, o sentimento; Your Highness ela não precisa ser vista, é sobre ideias que a maconha te dá. Tipo uma aventura com dragões. E minotauro. Ele está na melhor cena do filme, e o seu pinto nas melhores. Sem zoeira. O David Gordon Green é muito melhor que esse filme, mas nada que não permita ele ser bom por si.

Read Full Post »

The Beyond (1981)

Revi após algum tempo esse filme tão foda do Fulci. Sempre foi um dos meus preferidos de todo o mundo, um filme que é a essência do cinema fantástico. O inferno que surge do porão do hotel em Nova Orleans não tem sua imagem-reflexo no quadro visto em cena desde o começo num acaso. É pura artes plásticas. Em sua faceta mais grotesca, cada entranha aberto é um passo para o belíssimo fim. Sem mais para onde ir, sem forças para relutar. Nossos protagonistas mergulham num mundo novo, muito mais que inferno, vemos a declaração de amor ao grotesco. Nesse instante, o fantástico fez sentido.

Read Full Post »

No começo dos anos 70 muitos filmes apocalípticos lidavam com formas de zumbi, mas não eram assim necessariamentef filmes de. Assisti a esse belo filme de Willard Huyck, um dos parceirões de George Lucas, aqui no Brasil lançado, pelo menos nas locadoras como Zumbis do Mal. Ele tem um tanto de novos cinemas, normal na época, embora seja um filme bem de terror mesmo. Tem tempo dilatados, respiros, gore, modelos drogadas, um clima de Blow-Up torto. O melhor do filme é cidade, sinistra, captada e mostrada como se o lugar onde nada vive, como define um perdido no começo do filme. O filme tem um senso de tempo curiosissimo, consegue ser muito tenso e ao mesmo tempo lento. No filme uma mulher vai para uma cidade em busca de uma pessoa e encontra um lugar devastado e esvaziado. Numa profecia antiga, as pessoas comem os outros e com isso convertem-se em um bando de zumbis que louvam um sujeito que um dia teria existido, um líder animalesco. Enfim, um misto de crença com mortos-vivos. A forma de matar os que se transformam náo tem nada a ver com a cabeça, eles precisam ser queimados. Mal existem personagens, o que funciona muito bem. O ideal é a sensação de nada, da ausência de energia. Acho que as seqüências do fim, que dão uma ideia de insanidade a personagem, até tem impacto, mas esvaziam um pouco a tensáo do resto.

Update: tinha escrito isso pelo ipad, o resultado foi que o corretor automático dele é muito louco, erros cavalares. Assisti um doc que vem com o filme, bem legal, onde eles contam sobre o processo do filme, do momento histórico. Confirmam O previsto, sobre a matriz das imagens serem de cinema europeu. O mais legal ê sobre o fim, eles nunca filmaram, sem dinheiro os produtores inventaram com o que tinham, assim essa parte da insanidade que eu falei, nem deveria existir. É um filme sem maiores sentidos, mesmo. É da plena existência do que está em cena que ele brilha.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: