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Archive for outubro \09\UTC 2011

Como eu tinha falado noutro post, esse ano o Indie teve muita coisa interessante. Os motivos, são obvios. Entre os melhores do Bela Tarr que vi, não vejo o que eu poderia acrescentar ao emporeirado universo em que seus filmes passam, que os textos escritos em blogs por outros, como o Sérgio, dão conta. Fantasmas. CineSesc tinha muitos.

Entre os filmes da Claire Denis, vi mais. E realmente estão mais fortes pra mim, há um tanto de conflito em cena, na maioria do tempo. Acho que discordo do povo em geral, que parece ter ido mais a loucura com revisão de Bom Trabalho. Acho um filme mais importante dela, do que necessariamente um dos melhores. Ele se encaixa com uma beleza ao discurso critico. Em cena, sempre matéria, isso é evidente. Ele me lembro o Fassbinder, em alguns momentos, sei lá porque, talvez pela relação dos homens, que querem se devorar, acho que no Fassbinder a tensão entre os homens tá presente assim, embora a estética não se aproxime. Eu vi o Querelle há um tempão, foi dos primeiros, nem curto, mas pensei em alguns momentos nele. Enfim, essencial. Cineaste du notre temp com o Rivette ´um material realmente foda, basicamente andando, andando, com Rivette e Daney, os amigos que falam frances deram a notícia que as legendas eram medonhas, o que deve ter criado um efeito bizarro de fazer muita gente ter saído com ideias erradas. Por isso, não há porque arriscar falar do filme, pra além da evidente beleza dos velhinhos. O que mais me pegou foi esse filme do começo dela, urbano, menos pesado. Diria que ele seria um filme menor desses que todos conseguem identifica-lo. Mas eu discordo. Acho um filme foda. Esse tipo de filmes sobre imigrantes e os desacordos que eles encontram em Paris, surgiram algumas vezes depois desse. Pelo menos um é bem melhor que esse, mas ela já era assombrosa nesse tipo de dramaturgia. O mundo cai sob os personagens, mas eles teimam em sobreviver, persistir. Ela mostra o imperfeito concreto, a moral jamais consegue ser diferenciado da postura em cena dos personagens. Apesar de tudo que acontece, os personagens são pedras. Impassíveis. A parada é da crueldade mesmo.

(como era nova e como era gostosa a Golubeva, faltou tirar a roupa)

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Encontrei esse filme meio sem qualquer tipo de comentário que notoriesasse – trata-se do mais comum filme B dos naso 30. E pra quem tem interesse por filmes B, é sempre muito legal ter contato com material do que se fazia nesse tipo de submundo naquele momento. The Hidden Hand – não sei se houve lançamento na época em terras brasileiras – faz o tipo comédia macabra. imagine o tipo de coisa que o Ivan Cardoso viu a vida toda e pirou. Esse filme é um deles. Sem maiores arroubos de genialidade, vemos a mais perfeita obra sem medo de ser minima. Um assassino louco foge, encontra-se com a irmã, que se aproveita de sua volta para se vingar de seus parentes, num universo onde a única pessoa com escrúpulos é uma donzela, que não tem sangue da familia. Nesse meio rápido, sem maiores desenvolvimentos, o filme dura menos de 70 minutos. Curto, grosso, tosco. Não é uma maravilha do submundo, mas diverte bem. Seus maiores méritos são mesmo o do objetivismo, a escola maior do filme B.

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