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Archive for junho \12\UTC 2012

Source Code (2011)

Só fui ver o Source Code agora, um tanto de tempo depois de ele ser tão ‘comemorado’ pela crítica pelo mundo. Enfim, sempre desconfio dos achados da crítica oficial como Duncan Jones. O filme tem lá seu interesse, constrói bem o labirinto em que o personagem do Jake Gyllenhaal se encontra. Seu personagem é vitíma de uma experiência militar que se utiliza do cerébro dele para tentar solucionar eventos terroristas, lhe dando um campo de 8 minutos pra retornar no tempo antes de uma tragédia e desvenda-la, quantas vezes for necessário. A insistência do personagem em não admitir que a realidade que ele sente e confia não ser virtual é algo irrelevante é o ponto alto, nenhuma imagem é menor que outra. Também curto a parte em que ele descobre que a ‘capsula’ é fruto de sua própria criatividade. Acho que a ação do trem é bem orquestrada, mas pra lá de desinteressante. A ideia do retorno é boa, embora muita gente pregue uma criatividade absoluta no filme, que não é bem verdade. Ele sabe fingir criatividade repetindo expedientes de tantos filmes de volta no tempo. Acho que o filme de fato está longe de ser mediocre, é talentoso, oferece material pra discutir, tenta reorganizar ideias muito utilizadas… Talvez seu maior defeito não esteja mesmo nele, tenho muitas dúvidas se não está, que é a presunção de algo muito forte ocorrendo ali. Acho que o filme se vende um tanto essa obra grandiosa que se comprou, quando de fato, na prática, é algo bem mais simplório, quase um filme B.

Mas vá lá, dá pra desconsiderar um pouco essa impressão, e deixar de pegar no pé de quem não tem nada a ver com o filme – vale ser visto.

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Assisti ao Anjos da Lei, acho que o filme tem lá uma boa dignidade. É claro que é o Superbad refeito, mais careta e em versão policial, mas com a mesma ideia central do bromance. Só que dessa vez Channing Tatum, um galã mais conservador enquanto lá era o indie Michael Cera, é o casal do nosso agoranemtãogordinho preferido, Jonah. Nada é muito bom de fato, excessão feita para a sequência da droga, uma espécie de doce, em que os dois a consomem na escola. Esse pedaço é longo e inacreditável de engraçado. É claro que eles chutam pra todo lado, sem medo de errar, o que de fato só melhora o que atingem, a comédia auto-destrutiva. Os planos do Jonah correndo com atletas e o do Channing Tatum tocando com a banda e depois pulando no bumbo da bateria são antológicas. Quebram ferozmente com essa caretice que eu vejo em parte do filme, embora este seja lá uma tentativa simpática de reimaginar o romance entre amigos. Não é a primeira vez que tenho esse tipo de sensação, mas quando os duplos são invertidos no filme, na volta a escola como undercovers, os dois descobrem que agora os geeks são pops e o jock um outsider, fiquei com a impressão de que o Channing Tatum ganha muito mais ao se desestereotipar como um renegado na escola do que o Jonah como um cara popular. Tudo bem que isso é meio óbvio, já que o Jonah fica babaca e o Channing gente boa. Acho que eles prolongam demais o deslumbramento do personagem do Jonah também. Enfim, o filme retoma um pouco mais de sucesso nas cenas de comédia mais puras, retomando Segurando as Pontas no jeito de abordar as sequências de ação. São oitentistas, insanas, toscamente divertidas. MEnos violentas aqui do que lá, o que é uma questão de colhão pura, até onde você leva o estilo. Quando ele assume esse lado que parece ser o seu desde o princípio, mas que as vezes fica esquecido na preparação da relação entre os dois que não vinga muito bem pra além de um ou outro momento, a parada é boa. Lembrei de uma cena antológica que tinha esquecido, quando os dois pegam drogas que estão guardadas como evidência pra fazer a melhor festa que uma escola já teve – genial. A cena da festa também parece um Superbad tosco, aliás. Pena que tudo que é legal no filme seja assim, uma versão de algo que era muito melhor noutro filme.

O nome dos caras que copiam com algum talento são Christopher Miller e Phil Lloyd. E, sim, isso é uma versão daquela série que fez muito sucesso na TV brasileira e que popularizou o rosto do Johnny Depp, embora aparte uma ou outra citação, o filme não contém nada que relacione ele em termos de estilo a série, eles simplesmente trabalham na mesma DP que Depp e o MITO Richard Grieco. Sobre o segundo, há uma história clássica que não contarei eu porque quem tem que contar é o Peter, sobre um filme que queriamos fazer com ele protagonizando.

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